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Quinta, 17 Janeiro 2019 09:56

Tarja dos medicamentos: conheça os significados

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A tarja dos medicamentos é uma faixa que se encontra na frente da embalagem do produto e serve para identificar diferentes medicações.

As cores das tarjas têm significância quanto à complexidade da condição clínica e normas de dispensação do medicamento.

Sendo assim, é fundamental diferenciar as cores das embalagens e as formas de dispensação para evitar problemas ao paciente. E prezar por orientações de profissionais para garantir o uso racional dos medicamentos.

Um dos profissionais com maior conhecimento em relação aos medicamentos é o farmacêutico, que detém saberes sobre mecanismo de ação, reações adversas, cuidados sobre administração e orientações sobre o uso correto.

Isso porque o medicamento é um produto farmacêutico em que sua utilização exige cuidados antes, durante e depois da terapia, visando o melhor uso da medicação, evitando efeitos adversos e facilitando a adesão do paciente ao tratamento.

Além disso, as cores das tarjas servem para diferenciar um medicamento do outro e facilitar a identificação tanto nas prateleiras das farmácias quanto nas residência.

Por isso é recomendável não descartar a embalagem que contém essa informação além de lote e validade, fatores essenciais para a investigação do medicamento.

Independente da tarja do medicamento, o uso indevido e irracional pode estimular a automedicação, prática em que o paciente toma as decisões sem consultar um especialista clínico.

Por isso, se você ainda não sabe o significado das cores das tarjas, leia nosso post de hoje e entenda corretamente!

Medicamentos com tarja preta

Os medicamentos que são identificados com tarja preta em suas embalagens são aqueles que necessitam de prescrição e retenção da receita nas farmácias comunitárias. São considerados os produtos com maior índice de controle de dispensação.

Isso significa que o paciente levará a prescrição médica e a notificação da receita. Os funcionários da farmácia conferirão essas informações e dispensarão a medicação suficiente para um período determinado.

Alguns medicamentos de tarja preta podem ser dispensados para um tratamento de 30 dias enquanto outros por um período maior.

Sendo assim é fundamental observar essa informação para que o paciente saiba calcular o retorno ao médico caso necessite de continuar a utilização do medicamento.

Esses produtos ficam armazenados em armários trancados com chave que fica em poder dos farmacêuticos de forma a evitar extravios.

Isso se justifica porque essas medicações podem causar dependência física e psicológica, tolerância e efeitos colaterais potencialmente graves e necessitam de acompanhamento contínuo dos médicos prescritores.

Sendo assim, seu uso deve ser restrito apenas a situações clínicas especiais.

Os medicamentos que se enquadram nessa classificação são os ansiolíticos, que tratam ansiedade, antidepressivos, que tratam distúrbios do humor, antiepilépticos, que previnem convulsões, remédios para emagrecer, dentre outros.

A aquisição sem a documentação necessária é considerada crime de tráfico de drogas devido ao potencial dano que pode causar ao paciente. Por isso, é fundamental que o paciente utilize da forma recomendada pelo médico e sempre adquira em estabelecimentos cadastrados.

Medicamentos sem tarja

Os medicamentos sem tarja são aqueles isentos de prescrição, ou seja, podem ser adquiridos sem documentação específica. Em geral são medicamentos que não trazem risco para a saúde, desde que seu uso seja orientado por um profissional da área.

Os medicamentos isentos de prescrição são indicados para tratar transtorno menor, aquelas condições clínicas autolimitadas que podem ser tratadas na residência e não necessitam de hospitalização.

Os distúrbios menores são resfriados, diarreias agudas, ressaca , constipação, tosse sem secreção, dentre outras enfermidades.

Enquadram nessa classificação, alguns analgésicos, antitérmicos, medicamentos para diminuir a congestão nasal (coriza), laxantes, dentre outros. Seu uso deve ser limitado há poucos dias, pois a cronicidade pode trazer riscos ao paciente.

Mesmo não necessitando de apresentação de receita médica, esses medicamentos trazem risco a saúde e por isso devem ser prescritos e orientados por um profissional de saúde, em especial o farmacêutico, que detém conhecimento para realizar essa ação.

Medicamentos com tarja amarela

Os medicamentos com tarja amarela são aqueles identificados como genéricos, portanto, apresentam apenas o nome do princípio ativo do produto. Eles foram identificados assim devido à política de genéricos no Brasil.

O princípio ativo é a substância com ação farmacêutica, ou seja, é a partir dela que os efeitos farmacológicos serão observados no paciente. Porém, normalmente, os fabricantes dos produtos farmacêuticos de marca atribuem um nome fantasia para denominarem seus produtos.

Isso significa que o medicamento de marca pode ser substituído pelo genérico na farmácia e na presença do farmacêutico. Além disso, o custo do genérico costuma ser menor e a concentração do princípio ativo é a mesma.

A possibilidade de trocar o medicamento de referência pelo genérico é permitida por lei por meio da intercambialidade, porque eles são idênticos na constituição do princípio ativo.

Porém, é preciso muito atenção e orientação do farmacêutico, pois o medicamento genérico apresenta nomes diferentes em relação ao nome comercial e pode gerar confusão nos pacientes.

Somente esse profissional pode fazer a intercambialidade, além de dar orientações pertinentes ao uso adequado, situações que exigem consultam médica e aquelas identificadas como reações adversas nos pacientes.

Medicamentos com tarja vermelha

São aqueles medicamentos que necessitam de apresentação da prescrição médica no ato da compra, porém esse documento nem sempre é retido. Isso significa que a medicação possui indicações clínicas restritas e devem ser avaliadas constantemente.

Exemplo disso são os antibióticos, medicamentos anti-hipertensivos, antidiabéticos, para colesterol alto e tantas outras condições crônicas que necessitam de utilização de medicamentos por longos períodos.

Para que ocorra a liberação, os pacientes apresentam a prescrição médica e as formas de utilização e o funcionário da farmácia dispensa a quantidade solicitada pelo paciente, que pode ser um valor superior a observado na prescrição.

Porém essa normativa não é seguida a risca conforme preconiza a legislação sanitária. Os pacientes podem requisitar alguns medicamentos sem a receita, e assumir a responsabilidade pela ingestão do medicamento.

No caso dos antibióticos, no entanto, a retenção da receita é obrigatória, assim como a dispensa do número exato de comprimidos ou caixas prescritos.

As tarjas dos medicamentos são faixas que caracterizam os medicamentos e as normas para sua dispensação.

Os produtos com tarja preta são aqueles em que o controle de dispensação é mais rígido, pois é destinado ao tratamento de doenças psiquiátricas.

Os medicamentos de tarja vermelha são indicados para doenças crônicas e deve ser solicitada mediante prescrição médica, situação não obrigatória para os itens sem tarja. 

 

Lido 419 vezes Última modificação em Segunda, 13 Mai 2019 17:51

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