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Quinta, 17 Janeiro 2019 10:23

9 coisas que você precisa saber sobre a bula de remédio

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Sempre que compramos um novo aparelho eletrônico, ele vem com um manual para nos ajudar a entender tudo aquilo que precisamos saber, certo? Com os medicamentos acontece o mesmo, pois a bula de remédio nada mais é do que o seu manual de instruções.

Ela apresenta as informações cruciais, afinal, os remédios possuem um modo adequado de uso, que envolve:

uma posologia ideal;

possíveis efeitos colaterais;

contraindicações;

etc.

Nem todos pacientes têm o costume de ler a bula do remédio. Isso é compreensível, já que são muitas informações, mas é preciso observar, pelo menos, as questões mais importantes para o usuário.

Por isso, preparamos este artigo com 9 pontos que você precisa saber sobre o assunto. Continue lendo e veja quais são eles!

1. Indicação 

Cada medicamento é indicado para um problema. Mesmo aqueles que atuam de forma semelhante costumam apresentar diferenças.

Anti-inflamatórios, por exemplo, podem ter indicação específica para as adversidades que serão tratadas, como para inflamação na garganta, dores nas articulações etc.

Por isso, a indicação é uma das primeiras informações que você deve buscar na bula do remédio. Isso evitará a administração de substâncias inadequadas para o paciente — o que poderia causar intoxicação ou outro efeito indesejado.

2. Contraindicação

Tão importante quanto a indicação do medicamento é a sua contraindicação. Um fármaco contém, em sua composição, diversas substâncias que podem causar reações adversas e, até mesmo, representarem perigos para alguns grupos de indivíduos.

Os xaropes, por exemplo, contêm açúcar, sendo contraindicados para quem tem diabetes. Há também a restrição de idade, pois alguns medicamentos não podem ser tomados por crianças, idosos, gestantes ou lactantes.

Por isso, sempre observe na bula do remédio se ele é seguro para quem foi prescrito.

3. Interações medicamentosas

Em especial para quem faz uso contínuo de medicamentos, essa informação da bula é de extrema importância.

Lembre-se de que os remédios são compostos químicos e, sendo assim, reagem com outros. Isso significa que um medicamento pode interferir na ação do outro, comprometendo a eficácia dos tratamentos ou até fazendo mal para a pessoa.

Por isso, é preciso observar com cautela se não há restrições para alguns tipos de substâncias ou classes de medicamentos.

Em alguns casos, pode ser que os componentes da fórmula amplifiquem o efeito da substância, fazendo mal para alguns órgãos, como os rins ou o coração.

4. Reações adversas

Embora os remédios sejam indicados para tratarem uma condição de saúde, há chances de eles causarem problemas.

As reações adversas são comuns e a maioria dos fármacos pode provocar algum grau de efeito indesejado. Eles costumam ser mais intensos ou muito brandos, variando de pessoa para pessoa. De toda forma, é essencial observar essas informações na bula do remédio.

Por exemplo, alguns fármacos podem comprometer os reflexos, causando sonolência e lentificação do raciocínio — dessa forma, devem ser evitados por quem dirige ou opera máquinas. Uma alternativa é se afastar dessas atividades até que o efeito passe.

Conhecer as reações adversas também ajuda o paciente a identificar quando um remédio não faz bem para ele. O indivíduo, portanto, deve conversar com seu médico e relatar o que sente, a fim de que o profissional substitua a receita.

5. Cuidados durante o uso

Cada remédio tem uma forma de administração e isso deve ser respeitado para que o tratamento tenha sucesso. Seguir as orientações da bula também previne outros problemas que podem ocorrer se alguns cuidados não forem tomados.

Existem fármacos que devem ser diluídos, por exemplo, enquanto outros não. Há também alguns que precisam ser ingeridos com alimentos, outros em jejum…

Fazer a administração correta também influencia no efeito do remédio e pode ajudar a amenizar as reações adversas.

Portanto, vale citar novamente os anti-inflamatórios, pois como eles são agressivos para a mucosa estomacal, é recomendado que sejam ingeridos com algum alimento e nunca de estômago vazio.

6. Forma de conservação

O modo correto de conservar o remédio também é uma informação apresentada pela bula.

Alguns precisam ser armazenados na geladeira, por exemplo. Isso evita que a fórmula seja comprometida e mantém a eficácia da composição.

É muito importante observar essas questões, pois a conservação em local inadequado compromete o remédio, causando efeitos perigosos para o paciente, como a temida intoxicação.

7. Validade e modo de usar

Além de todas essas informações que você precisa conhecer sobre o remédio que vai tomar, nunca se esqueça de observar também a data de validade do medicamento. Jamais use um fármaco vencido, ainda que seja apenas uma pomada.

Também é essencial estar atento à via de administração. Ela pode ser oral, intravenosa, sublingual, oftálmica, nasal, retal etc. A via indicada deve ser respeitada para que o remédio promova o efeito desejado e não ofereça riscos à saúde.

A posologia também deve ser observada, mas o ideal é seguir a orientação do médico, já que a dosagem e a frequência são adaptadas para cada pessoa e caso. Observe ainda o limite diário e o que fazer em casos de superdosagem.

É essencial conhecer cada um desses pontos, pois, dessa maneira, o remédio será utilizado de forma correta, seguindo sempre a recomendação do médico.

8. O padrão da bula de remédio

Se você já leu a bula dos remédios, deve ter notado que elas seguem um padrão, trazendo as mesmas informações básicas. Algumas são mais completas, outras mais enxutas, mas todas apresentam os pontos que o paciente precisa conhecer.

Existe um texto que é utilizado como base para a definição da bula padrão. O objetivo disso é uniformizar as informações contidas nas bulas de todos os medicamentos. Esse texto é publicado no Bulário Eletrônico.

A bula padrão é elaborada pela ANVISA e utilizada em medicamentos específicos e fitoterápicos. No caso de medicamentos genéricos e similares, a bula padrão tem como base a do medicamento de referência.

A RDC nº. 47/2009 é que estabelece a regulamentação das bulas: como devem ser elaboradas, a sua harmonização, as atualizações, disponibilização, entre outros pontos. Ela determina também o tipo de letra, tamanho, cor, entre outras características para facilitar a leitura.

9. A bula para deficientes visuais

Mesmo pessoas que possuem algum tipo de deficiência visual podem fazer a leitura da bula do remédio, já que todos os indivíduos têm o direito de solicitar aquela que for adequada à sua condição. Ela pode ser impressa com letras maiores, em braile ou em formato de áudio.

Basta entrar em contato com a empresa fabricante do remédio e solicitar o formato especial segundo a sua necessidade. No prazo de 10 dias úteis esse pedido deve ser atendido.

O ideal seria que todos lessem a bula de remédio por completo, a fim de conhecerem, de fato, o medicamento e as suas particularidades. Entretanto, se você estiver atento a, pelo menos, esses aspectos que listamos, terá um tratamento mais seguro, preservando a sua saúde.

 

Lido 460 vezes Última modificação em Segunda, 13 Mai 2019 17:46

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