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Sempre que compramos um novo aparelho eletrônico, ele vem com um manual para nos ajudar a entender tudo aquilo que precisamos saber, certo? Com os medicamentos acontece o mesmo, pois a bula de remédio nada mais é do que o seu manual de instruções.

Ela apresenta as informações cruciais, afinal, os remédios possuem um modo adequado de uso, que envolve:

uma posologia ideal;

possíveis efeitos colaterais;

contraindicações;

etc.

Nem todos pacientes têm o costume de ler a bula do remédio. Isso é compreensível, já que são muitas informações, mas é preciso observar, pelo menos, as questões mais importantes para o usuário.

Por isso, preparamos este artigo com 9 pontos que você precisa saber sobre o assunto. Continue lendo e veja quais são eles!

1. Indicação 

Cada medicamento é indicado para um problema. Mesmo aqueles que atuam de forma semelhante costumam apresentar diferenças.

Anti-inflamatórios, por exemplo, podem ter indicação específica para as adversidades que serão tratadas, como para inflamação na garganta, dores nas articulações etc.

Por isso, a indicação é uma das primeiras informações que você deve buscar na bula do remédio. Isso evitará a administração de substâncias inadequadas para o paciente — o que poderia causar intoxicação ou outro efeito indesejado.

2. Contraindicação

Tão importante quanto a indicação do medicamento é a sua contraindicação. Um fármaco contém, em sua composição, diversas substâncias que podem causar reações adversas e, até mesmo, representarem perigos para alguns grupos de indivíduos.

Os xaropes, por exemplo, contêm açúcar, sendo contraindicados para quem tem diabetes. Há também a restrição de idade, pois alguns medicamentos não podem ser tomados por crianças, idosos, gestantes ou lactantes.

Por isso, sempre observe na bula do remédio se ele é seguro para quem foi prescrito.

3. Interações medicamentosas

Em especial para quem faz uso contínuo de medicamentos, essa informação da bula é de extrema importância.

Lembre-se de que os remédios são compostos químicos e, sendo assim, reagem com outros. Isso significa que um medicamento pode interferir na ação do outro, comprometendo a eficácia dos tratamentos ou até fazendo mal para a pessoa.

Por isso, é preciso observar com cautela se não há restrições para alguns tipos de substâncias ou classes de medicamentos.

Em alguns casos, pode ser que os componentes da fórmula amplifiquem o efeito da substância, fazendo mal para alguns órgãos, como os rins ou o coração.

4. Reações adversas

Embora os remédios sejam indicados para tratarem uma condição de saúde, há chances de eles causarem problemas.

As reações adversas são comuns e a maioria dos fármacos pode provocar algum grau de efeito indesejado. Eles costumam ser mais intensos ou muito brandos, variando de pessoa para pessoa. De toda forma, é essencial observar essas informações na bula do remédio.

Por exemplo, alguns fármacos podem comprometer os reflexos, causando sonolência e lentificação do raciocínio — dessa forma, devem ser evitados por quem dirige ou opera máquinas. Uma alternativa é se afastar dessas atividades até que o efeito passe.

Conhecer as reações adversas também ajuda o paciente a identificar quando um remédio não faz bem para ele. O indivíduo, portanto, deve conversar com seu médico e relatar o que sente, a fim de que o profissional substitua a receita.

5. Cuidados durante o uso

Cada remédio tem uma forma de administração e isso deve ser respeitado para que o tratamento tenha sucesso. Seguir as orientações da bula também previne outros problemas que podem ocorrer se alguns cuidados não forem tomados.

Existem fármacos que devem ser diluídos, por exemplo, enquanto outros não. Há também alguns que precisam ser ingeridos com alimentos, outros em jejum…

Fazer a administração correta também influencia no efeito do remédio e pode ajudar a amenizar as reações adversas.

Portanto, vale citar novamente os anti-inflamatórios, pois como eles são agressivos para a mucosa estomacal, é recomendado que sejam ingeridos com algum alimento e nunca de estômago vazio.

6. Forma de conservação

O modo correto de conservar o remédio também é uma informação apresentada pela bula.

Alguns precisam ser armazenados na geladeira, por exemplo. Isso evita que a fórmula seja comprometida e mantém a eficácia da composição.

É muito importante observar essas questões, pois a conservação em local inadequado compromete o remédio, causando efeitos perigosos para o paciente, como a temida intoxicação.

7. Validade e modo de usar

Além de todas essas informações que você precisa conhecer sobre o remédio que vai tomar, nunca se esqueça de observar também a data de validade do medicamento. Jamais use um fármaco vencido, ainda que seja apenas uma pomada.

Também é essencial estar atento à via de administração. Ela pode ser oral, intravenosa, sublingual, oftálmica, nasal, retal etc. A via indicada deve ser respeitada para que o remédio promova o efeito desejado e não ofereça riscos à saúde.

A posologia também deve ser observada, mas o ideal é seguir a orientação do médico, já que a dosagem e a frequência são adaptadas para cada pessoa e caso. Observe ainda o limite diário e o que fazer em casos de superdosagem.

É essencial conhecer cada um desses pontos, pois, dessa maneira, o remédio será utilizado de forma correta, seguindo sempre a recomendação do médico.

8. O padrão da bula de remédio

Se você já leu a bula dos remédios, deve ter notado que elas seguem um padrão, trazendo as mesmas informações básicas. Algumas são mais completas, outras mais enxutas, mas todas apresentam os pontos que o paciente precisa conhecer.

Existe um texto que é utilizado como base para a definição da bula padrão. O objetivo disso é uniformizar as informações contidas nas bulas de todos os medicamentos. Esse texto é publicado no Bulário Eletrônico.

A bula padrão é elaborada pela ANVISA e utilizada em medicamentos específicos e fitoterápicos. No caso de medicamentos genéricos e similares, a bula padrão tem como base a do medicamento de referência.

A RDC nº. 47/2009 é que estabelece a regulamentação das bulas: como devem ser elaboradas, a sua harmonização, as atualizações, disponibilização, entre outros pontos. Ela determina também o tipo de letra, tamanho, cor, entre outras características para facilitar a leitura.

9. A bula para deficientes visuais

Mesmo pessoas que possuem algum tipo de deficiência visual podem fazer a leitura da bula do remédio, já que todos os indivíduos têm o direito de solicitar aquela que for adequada à sua condição. Ela pode ser impressa com letras maiores, em braile ou em formato de áudio.

Basta entrar em contato com a empresa fabricante do remédio e solicitar o formato especial segundo a sua necessidade. No prazo de 10 dias úteis esse pedido deve ser atendido.

O ideal seria que todos lessem a bula de remédio por completo, a fim de conhecerem, de fato, o medicamento e as suas particularidades. Entretanto, se você estiver atento a, pelo menos, esses aspectos que listamos, terá um tratamento mais seguro, preservando a sua saúde.

 

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A tarja dos medicamentos é uma faixa que se encontra na frente da embalagem do produto e serve para identificar diferentes medicações.

As cores das tarjas têm significância quanto à complexidade da condição clínica e normas de dispensação do medicamento.

Sendo assim, é fundamental diferenciar as cores das embalagens e as formas de dispensação para evitar problemas ao paciente. E prezar por orientações de profissionais para garantir o uso racional dos medicamentos.

Um dos profissionais com maior conhecimento em relação aos medicamentos é o farmacêutico, que detém saberes sobre mecanismo de ação, reações adversas, cuidados sobre administração e orientações sobre o uso correto.

Isso porque o medicamento é um produto farmacêutico em que sua utilização exige cuidados antes, durante e depois da terapia, visando o melhor uso da medicação, evitando efeitos adversos e facilitando a adesão do paciente ao tratamento.

Além disso, as cores das tarjas servem para diferenciar um medicamento do outro e facilitar a identificação tanto nas prateleiras das farmácias quanto nas residência.

Por isso é recomendável não descartar a embalagem que contém essa informação além de lote e validade, fatores essenciais para a investigação do medicamento.

Independente da tarja do medicamento, o uso indevido e irracional pode estimular a automedicação, prática em que o paciente toma as decisões sem consultar um especialista clínico.

Por isso, se você ainda não sabe o significado das cores das tarjas, leia nosso post de hoje e entenda corretamente!

Medicamentos com tarja preta

Os medicamentos que são identificados com tarja preta em suas embalagens são aqueles que necessitam de prescrição e retenção da receita nas farmácias comunitárias. São considerados os produtos com maior índice de controle de dispensação.

Isso significa que o paciente levará a prescrição médica e a notificação da receita. Os funcionários da farmácia conferirão essas informações e dispensarão a medicação suficiente para um período determinado.

Alguns medicamentos de tarja preta podem ser dispensados para um tratamento de 30 dias enquanto outros por um período maior.

Sendo assim é fundamental observar essa informação para que o paciente saiba calcular o retorno ao médico caso necessite de continuar a utilização do medicamento.

Esses produtos ficam armazenados em armários trancados com chave que fica em poder dos farmacêuticos de forma a evitar extravios.

Isso se justifica porque essas medicações podem causar dependência física e psicológica, tolerância e efeitos colaterais potencialmente graves e necessitam de acompanhamento contínuo dos médicos prescritores.

Sendo assim, seu uso deve ser restrito apenas a situações clínicas especiais.

Os medicamentos que se enquadram nessa classificação são os ansiolíticos, que tratam ansiedade, antidepressivos, que tratam distúrbios do humor, antiepilépticos, que previnem convulsões, remédios para emagrecer, dentre outros.

A aquisição sem a documentação necessária é considerada crime de tráfico de drogas devido ao potencial dano que pode causar ao paciente. Por isso, é fundamental que o paciente utilize da forma recomendada pelo médico e sempre adquira em estabelecimentos cadastrados.

Medicamentos sem tarja

Os medicamentos sem tarja são aqueles isentos de prescrição, ou seja, podem ser adquiridos sem documentação específica. Em geral são medicamentos que não trazem risco para a saúde, desde que seu uso seja orientado por um profissional da área.

Os medicamentos isentos de prescrição são indicados para tratar transtorno menor, aquelas condições clínicas autolimitadas que podem ser tratadas na residência e não necessitam de hospitalização.

Os distúrbios menores são resfriados, diarreias agudas, ressaca , constipação, tosse sem secreção, dentre outras enfermidades.

Enquadram nessa classificação, alguns analgésicos, antitérmicos, medicamentos para diminuir a congestão nasal (coriza), laxantes, dentre outros. Seu uso deve ser limitado há poucos dias, pois a cronicidade pode trazer riscos ao paciente.

Mesmo não necessitando de apresentação de receita médica, esses medicamentos trazem risco a saúde e por isso devem ser prescritos e orientados por um profissional de saúde, em especial o farmacêutico, que detém conhecimento para realizar essa ação.

Medicamentos com tarja amarela

Os medicamentos com tarja amarela são aqueles identificados como genéricos, portanto, apresentam apenas o nome do princípio ativo do produto. Eles foram identificados assim devido à política de genéricos no Brasil.

O princípio ativo é a substância com ação farmacêutica, ou seja, é a partir dela que os efeitos farmacológicos serão observados no paciente. Porém, normalmente, os fabricantes dos produtos farmacêuticos de marca atribuem um nome fantasia para denominarem seus produtos.

Isso significa que o medicamento de marca pode ser substituído pelo genérico na farmácia e na presença do farmacêutico. Além disso, o custo do genérico costuma ser menor e a concentração do princípio ativo é a mesma.

A possibilidade de trocar o medicamento de referência pelo genérico é permitida por lei por meio da intercambialidade, porque eles são idênticos na constituição do princípio ativo.

Porém, é preciso muito atenção e orientação do farmacêutico, pois o medicamento genérico apresenta nomes diferentes em relação ao nome comercial e pode gerar confusão nos pacientes.

Somente esse profissional pode fazer a intercambialidade, além de dar orientações pertinentes ao uso adequado, situações que exigem consultam médica e aquelas identificadas como reações adversas nos pacientes.

Medicamentos com tarja vermelha

São aqueles medicamentos que necessitam de apresentação da prescrição médica no ato da compra, porém esse documento nem sempre é retido. Isso significa que a medicação possui indicações clínicas restritas e devem ser avaliadas constantemente.

Exemplo disso são os antibióticos, medicamentos anti-hipertensivos, antidiabéticos, para colesterol alto e tantas outras condições crônicas que necessitam de utilização de medicamentos por longos períodos.

Para que ocorra a liberação, os pacientes apresentam a prescrição médica e as formas de utilização e o funcionário da farmácia dispensa a quantidade solicitada pelo paciente, que pode ser um valor superior a observado na prescrição.

Porém essa normativa não é seguida a risca conforme preconiza a legislação sanitária. Os pacientes podem requisitar alguns medicamentos sem a receita, e assumir a responsabilidade pela ingestão do medicamento.

No caso dos antibióticos, no entanto, a retenção da receita é obrigatória, assim como a dispensa do número exato de comprimidos ou caixas prescritos.

As tarjas dos medicamentos são faixas que caracterizam os medicamentos e as normas para sua dispensação.

Os produtos com tarja preta são aqueles em que o controle de dispensação é mais rígido, pois é destinado ao tratamento de doenças psiquiátricas.

Os medicamentos de tarja vermelha são indicados para doenças crônicas e deve ser solicitada mediante prescrição médica, situação não obrigatória para os itens sem tarja. 

 

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